
Empresa permanece como a única produtora de aço inoxidável na América Latina com a certificação, referência em critérios ESG e descarbonização da siderurgia
A Aperam acaba de ser recertificada no ResponsibleSteel, principal padrão global de sustentabilidade do setor siderúrgico, e permanece como a única fabricante de aço inoxidável na América Latina a manter a certificação. Com a renovação, concluída em janeiro de 2026, a empresa reafirma sua posição de liderança regional em aço inox sustentável, com uma das menores pegadas de carbono do setor. A recertificação tem validade de três anos, até 2029.
O resultado ganha ainda mais importância diante do impacto climático da cadeia do aço. Segundo a ResponsibleSteel, a siderurgia responde por cerca de 10% das emissões globais. Nesse contexto, a Aperam se diferencia por uma rota produtiva baseada em fontes limpas, com uso de 100% de carvão vegetal renovável nos altos-fornos – em vez do coque, carvão mineral de origem não renovável – e investimentos contínuos em eficiência energética e economia circular.
No Brasil, além da Aperam South America, apenas a ArcelorMittal possui certificação ResponsibleSteel considerando o setor siderúrgico como um todo, o que atesta o caráter seletivo e rigoroso do processo. A auditoria é conduzida por uma rede internacional de organismos independentes, com critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).
“O Aço Verde Aperam nasce de uma cadeia de valor verdadeiramente sustentável. Estamos falando de energia renovável, reaproveitamento de sucata, reuso de água e beneficiamento de coprodutos. Na economia verde, nada se desperdiça: aproveitamos tudo. Em contraste, parte do aço chinês chega ao país subsidiado, em um contexto de concorrência desleal, e é produzido com fontes altamente poluentes, como o coque, na contramão do esforço global de descarbonização”, afirma Edimar de Melo Cardoso, Diretor Industrial da Aperam.
Nos últimos meses, a companhia passou por um rigoroso ciclo de auditoria internacional, com análise documental, observações presenciais nas unidades e entrevistas com colaboradores, fornecedores, clientes, comunidades e representantes do poder público. A avaliação considera princípios como liderança corporativa, sistemas de gestão ESG, relacionamento com comunidades locais, mudanças climáticas e emissões de gases de efeito estufa, além de aspectos como ruído, efluentes e resíduos, gestão hídrica e biodiversidade.